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Crise não para expansão do mercado de banda larga


O mercado de banda larga vai crescer em 2009, apesar da crise econômica. A informação é parte do relatório da International Telecommunication Union (UIT) que analisa o impacto da instabilidade financeira no setor de tecnologias da informação e comunicação (ICT).

Segundo o documento, em países do chamado BRIC (Brasil, Índia, China e Rússia) e no México as curvas de adoção de banda larga continuam avançando, apesar da crise.

Até mesmo para nações como Estados Unidos, Reino Unido, Coréia, Austrália e Hungria, que deverão sentir mais os efeitos da recessão no crescimento de suas bases de banda larga, as projeções de adesão a essa tecnologia continuam dentro da média esperada, com variação de 0,3%.

A expectativa da consultoria Point Topic, diz a UIT, é que em dezembro de 2009, os 40 países com o maior número de usuários de banda larga somem 442 milhões de clientes de acesso rápido à internet, contra 393 milhões de assinantes em dezembro de 2008. A projeção é 11 milhões de assinantes menor do que a estimativa anterior à crise, quando previa-se 453 milhões de usuários dessa tecnologia nesses mercados no fim deste ano.

Em todo o mundo, a consutoria estima que haverá 683 milhões de assinantes de banda larga em 2013. Esse número representa um avanço de 48 milhões de usuários entre 2008 e 2013, com taxa de crescimento composta de 10,8% - bem abaixo dos 27,7% registrados por ano entre 2004 e 2008, mas ainda importante.

De acordo com o estudo, divulgado no Mobile World Congress, a banda larga é um fator fundamental para estimular o crescimento econômico, não apenas pela demanda direta que gera, mas também devido a ganhos em eficiência econômica e na criação de novos mercados para aplicações e conteúdo.

Mobilidade segue mesma direção

A tendência observada para banda larga é a mesma em relação à telefonia celular. Segundo a UIT, o avanço continua nos maiores mercados em desenvolvimento, como China, Brasil e Índia.

O rápido crescimento dessas regiões aumentou a penetração de celulares, mesmo em nações mais pobres. No fim do ano passado, quase uma em cada duas pessoas em países emergentes tinha um telefone móvel. O desafio durante a crise será manter o consumo dos usuários com telefones celulares e garantir que a evolução tecnológica consiga garantir a entrada de novos assinantes.

O relatório da UIT aponta que a crise econômica poderá afetar o setor de telefonia móvel em mercados emergentes caso haja demissões ou redução de renda. No entanto, a entidade ressalta que uma vez que uma pessoa se torna assinante de celular, é difícil abrir mão do serviço, porque a telefonia móvel ganhou caráter de necessidade, em muitos casos, substituindo a telefonia fixa.

Os mercados emergentes são apontados como as regiões onde se pode conquistar o próximo bilhão de usuários de telefonia celular, portanto, a UIT duvida que fabricantes e investidores estratégicos abram mão de nações com tal potencial de crescimento e demanda reprimida. Recenetemente, os presidentes de Claro, Oi e Vivo garantiram que o nível de investimento para 2009 se manteria.

 
 
fonte: Computer World
data: 19/02/2009




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